segunda-feira, 16 de julho de 2012

Trabalho com... Não trabalho para...

Em diversas ocasiões da minha vidas profissional fui obrigado, pelas circunstancias, a relembrar que Trabalho com... Não trabalho para...

E houve necessidade de fazer tal afirmação porque alguns elementos da classe médica pretendiam subalternizar-me, e isso meus amigos este Enfermeiro nunca aceitou nem aceitará!

Caros colegas nos serviços públicos de saúde os enfermeiros têm a sua cadeia hierárquica definida e em nenhum cargo dessa cadeia de encontra alguém que não seja Enfermeiro. 

Trabalhei, trabalho e trabalharei sempre em colaboração com a classe médica mas nunca me digam que o doente é do médico e que só ele toma decisões. Dentro da minha área de atuação, e conforme está expresso nas nossas competências definidas (e bem) pela OE, tenho plena autonomia para implementar os cuidados que se justifiquem.

Ora se esta é a minha postura em contexto de trabalho, e espero que seja a de muitos colegas, não aceito agora que as ações de luta  em defesa do SNS sejam conjuntas, porque se tal acontecesse a enfermagem apareceria logo como profissão subalterna. E tenham a certeza que os médicos fariam questão de nas intervenções á comunicação social de nos apresentar como acólitos.

O presidente do SEP abordou o tema em entrevista no dia da greve dos médicos, ações conjuntas. Mas caro amigo isso seria mais um tiro no pé da enfermagem portuguesa, e de tiros no pé estamos todos fartos.
O sr  presidente do SEP, precisa de ouvir os enfermeiros, porque até agora parece que só escutou.


quarta-feira, 11 de julho de 2012

Fazer melhor, fazer a diferença

De pouco servem os conhecimentos teóricos que aprendemos nas escolas se nãso soubermos colocá-los em prática!
E por pôr em prática  (na nossa profissão) pressupõe a avaliação, a avaliação dos dados e a actuação em conformidade; ou seja após o diagnóstico seguem-se as intervenções  de enfermagem, mas para que tal aconteça é necessário que tenhamos um pensamento estruturado.
Ora se no exercício da nossa profissão fazemos insto diariamente porque não  fazemos o mesmo nos assuntos que martirizam a enfermagem portuguesa? Porque é que em vez de lamurias e criticas a tudo a a todos não utilizamos a massa cinzenta para propor soluções inovadoras e originais? Porque não dialogamos mais com as organizações que nos representam? Estou certo que capacidade para isso há de sobra em muitos enfermeiros portugueses.
Temos que o demonstrar á sociedade / governo essa nossa capacidade de fazemos melhor e que esse melhor faz a diferença.

quinta-feira, 5 de julho de 2012


Não perguntes o que a Enfermagem pode fazer por ti...

Nos últimos dias toda a classe de enfermagem tem andado em alvoroço (e não é para menos) com a falta de respeito a que esta votada pela classe politica e decisores de pacotilha que grassam em locais de decisão (onde nunca deviam ter entrado...).

Bem mas voltando ao alvoroço
Vi e li em especial no facebook muitas discussões e muitas opiniões, claro que não concordo com todas, mas se apresentam soluções e ideias para combater estes decisores de pacotilha então saúdo-as. Mas todos aqueles em que a sua opinião se centra apenas na crítica fácil e infrutífera, essas abomino-as.


Claro que houve no passado atitudes e compromissos, por parte de quem teve a possibilidade de fazer a diferença, que não correram bem e que porventura contribuíram para o estado a que isto chegou. Mas agora em vez de chorar sobre o leite derramado é altura de arregaçar as mangas todos em conjunto sem recriminações ou ressentimentos.


Esta é a altura em que parafraseando o JF Kennedy digo


Não perguntes o que a Enfermagem pode fazer por ti, pergunta antes o que podes fazer tu pela Enfermagem.



terça-feira, 3 de julho de 2012

Baaaaaaaaaaaasta!


e se um dia os enfermeiros se unissem parte II

À algum tempo atrás publiquei aqui no blog um post que se clamava " e se um dia os enfermeiros se unissem"
Pois esse dia urge ser breve.
Depois da atroada de ontem com o valor pago´à hora na ARS LVT torna-se necessária a união de esforços para restituir a dignidade à classe.
É altura de deixarmos de lado as diferenças de opinião, as diferenças politicas ou de religião e centrarmos-nos todos no que é realmente importante - a digníssima profissão que todos abraçamos!
A todos aqueles que têm responsabilidades nas diversas organizações da classe peço apenas que, independentemente das suas filiações politico-partidárias, sejam "apenas" ENFERMEIROS.
Têm neste momento a oportunidade de ficar na historia da enfermagem, que seja pelos melhores motivos.
E se for necessário ir para a luta contem incondicionalmente comigo.


domingo, 1 de julho de 2012

Dignidade profissional = Dignidade salarial

Não compreendo tanto ruido criado pelo simples facto da OE ter tomado posição e ter reunido com a ARS Centro na tentativa de ultrapassar o ultraje feito aos enfermeiros com aquela tabela salarial do Rovisco Pais-
Será que a dignidade profissional e a dignidade salarial são dois conceitos de tal modo separados entre eles que a estrutura que regulamenta o exercício da profissão não se pode pronunciar sobre ambos?
Os sindicalistas estão com medo de que? Que lhes retirem o protagonismo?
Se os sindicatos querem ter o protagonismo, talvez devessem ouvir os enfermeiros e atuarem em conformidade com os seus interesses, e tal não tem acontecido!
Espero que a OE não cometa os mesmos erros e se mantenha atenta aos enfermeiros que representa e pugne apenas pelos seus interesses enquanto classe profissional.