E houve necessidade de fazer tal afirmação porque alguns elementos da classe médica pretendiam subalternizar-me, e isso meus amigos este Enfermeiro nunca aceitou nem aceitará!
Caros colegas nos serviços públicos de saúde os enfermeiros têm a sua cadeia hierárquica definida e em nenhum cargo dessa cadeia de encontra alguém que não seja Enfermeiro.
Trabalhei, trabalho e trabalharei sempre em colaboração com a classe médica mas nunca me digam que o doente é do médico e que só ele toma decisões. Dentro da minha área de atuação, e conforme está expresso nas nossas competências definidas (e bem) pela OE, tenho plena autonomia para implementar os cuidados que se justifiquem.
Ora se esta é a minha postura em contexto de trabalho, e espero que seja a de muitos colegas, não aceito agora que as ações de luta em defesa do SNS sejam conjuntas, porque se tal acontecesse a enfermagem apareceria logo como profissão subalterna. E tenham a certeza que os médicos fariam questão de nas intervenções á comunicação social de nos apresentar como acólitos.
O presidente do SEP abordou o tema em entrevista no dia da greve dos médicos, ações conjuntas. Mas caro amigo isso seria mais um tiro no pé da enfermagem portuguesa, e de tiros no pé estamos todos fartos.
O sr presidente do SEP, precisa de ouvir os enfermeiros, porque até agora parece que só escutou.


